Pensar que errar é humano é erróneo. Errar é desumano. Não deveríamos errar, não deveríamos aprender com os erros. Não deveriam ser eles os nossos mestres-escola da vida. Aprender com os erros, pressupõe errar para aprender, e o claudicar será constante para alguém que disso tenha consciência.
Errar é feio, errar é mau. Errar deveria constar dos manuais de etiqueta enquanto falta de educação.
Não é a intrujice que me aflige, o logro, nem tão pouco o perfeccionismo que me leva a pensar desta forma ou o ter de fazer tudo “certinho e como deve ser”, não. Não é o enganar, é o errar. Errar sem intenção, errar sem querer, errar sem saber e por não saber.
Tenho medo de errar. Tenho este medo desde pequenitates, não pela repreensão, mas pela consequência. Tenho medo de magoar, tenho medo de (me) desiludir, tenho medo de não ter clareza suficiente e com isso perder o sentido de justiça e sensatez e relutantemente errar.
Não tenho medo de errar na chave do totoloto, ou numa pergunta do “Quem quer ser milionário”. Tenho medo de não saber ajudar, de não me sentir à altura, de não ser forte e por isso fraquejar, e com isso errar.
Tenho medo de cometer um grande erro, daqueles que o perdão não absolve nem apaga. É um medo comum, mas eu tenho mesmo muito medo dele. Tenho medo da posição que tomo ser a errada e com isso estar a cometer o maior erro da minha (nossa) vida. Tenho medo de nunca vir a saber disso. O arrependimento e o perdão não são borrachas. Há erros indeléveis. São esses que temo.
Quem dera fosse afoita e mesmo errando, soubesse encará-lo de frente, agarrá-lo e transformá-lo, como se de barro mole se tratasse. Mas não. Tenho medo do erro, mesmo quando tento não errar. Ele anda sempre à espreita, é o meu bicho papão. Quero ser correcta, quero acreditar que é o melhor que sei e faço e que isso é garante suficiente para não cair em erro.
Não quero cair, cair em erro.
O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo
Winston Churchill
O maior erro que um homem pode cometer é viver com medo de cometer um erro
Hebbard
segunda-feira, novembro 17, 2003
domingo, novembro 16, 2003
Upside down
Tudo ao contrário. Foi tudo ao contrário.
Um fim-de-semana há muito programado, com amigas que há muito me dizem muito, para uma cidade que há muito que (ainda) não me dizia nada. Um fim-de-semana no Porto.
Finalmente ia ao Porto sem ser por obrigação, de passagem ou a trabalho. Ia ao Porto para conhecer o Porto, com olhos de ver, com coração de sentir. O Porto ia receber-me de braços abertos, de sol radiante, como nunca o tinha feito. Foi tudo ao contrário.
O evitável tornou-se inevitável. A 80 km da cidade que nos ia acolher, despistámo-nos.
A partir daí, o nosso itinerário mudou, o nosso caminho foi outro.
Fica o traumatismo torácico, as escoriações e as dores, mas essas também hão-de ir, à semelhança do que se passou com o susto.
A amizade fica, os valores são a nata e isso une-nos e faz-nos sorrir, mesmo no meio da desdita.
Em 5 segundos, 25 anos passam-te num ápice e tu deixas de ter importância, pois esse lugar é automaticamente ocupado por quem te diz muito. A lembrança é a tua visão, o pensamento o teu corpo.
Adoro-vos e a vida é colorida porque vocês continuam a fazer parte dela.
Um fim-de-semana há muito programado, com amigas que há muito me dizem muito, para uma cidade que há muito que (ainda) não me dizia nada. Um fim-de-semana no Porto.
Finalmente ia ao Porto sem ser por obrigação, de passagem ou a trabalho. Ia ao Porto para conhecer o Porto, com olhos de ver, com coração de sentir. O Porto ia receber-me de braços abertos, de sol radiante, como nunca o tinha feito. Foi tudo ao contrário.
O evitável tornou-se inevitável. A 80 km da cidade que nos ia acolher, despistámo-nos.
A partir daí, o nosso itinerário mudou, o nosso caminho foi outro.
Fica o traumatismo torácico, as escoriações e as dores, mas essas também hão-de ir, à semelhança do que se passou com o susto.
A amizade fica, os valores são a nata e isso une-nos e faz-nos sorrir, mesmo no meio da desdita.
Em 5 segundos, 25 anos passam-te num ápice e tu deixas de ter importância, pois esse lugar é automaticamente ocupado por quem te diz muito. A lembrança é a tua visão, o pensamento o teu corpo.
Adoro-vos e a vida é colorida porque vocês continuam a fazer parte dela.
sexta-feira, novembro 14, 2003
TNT
T - Tri
N - Ni
T - Trotoluene
Trinitrotoluene = explosive consisting of a yellow crystalline compound that is a flammable toxic derivative of toluene.
Trinitrotolueno = substância cristalina, amarela, vulgarmente conhecida por TNT, que é um poderoso explosivo e que se obtém a partir do tolueno (que por sua vez deriva da palavra francesa toluène e que na língua de Camões não é mais que hidrocarboneto da série benzénica ou líquido incolor obtido na destilação do petróleo e do carvão e utilizado como dissolvente, no fabrico do TNT)
Para mim: os desenhos animados do Roadrunner (do "Beep-Beep"), a empresa de transporte expresso e soluções de logística com a qual trabalho.
Para mim, deixou de ser uma imagem, uma empresa, passou a ser mais uma sigla.
N - Ni
T - Trotoluene
Trinitrotoluene = explosive consisting of a yellow crystalline compound that is a flammable toxic derivative of toluene.
Trinitrotolueno = substância cristalina, amarela, vulgarmente conhecida por TNT, que é um poderoso explosivo e que se obtém a partir do tolueno (que por sua vez deriva da palavra francesa toluène e que na língua de Camões não é mais que hidrocarboneto da série benzénica ou líquido incolor obtido na destilação do petróleo e do carvão e utilizado como dissolvente, no fabrico do TNT)
Para mim: os desenhos animados do Roadrunner (do "Beep-Beep"), a empresa de transporte expresso e soluções de logística com a qual trabalho.
Para mim, deixou de ser uma imagem, uma empresa, passou a ser mais uma sigla.
Rita
Da tua janela
Da tua janela que eu não vejo
Prevejo que aqueles que vêem o que aí se passa
Sintam o que eu sinto
Pois através da vidraça
Aposto que se pode ver o calor e o beijo
Toda a ternura e dedicação
Aos filhos dos outros que ali estão
E que do lado de dentro da janela teus filhos são
Porque um coração como o teu não disfarça
E o calor que dele emana,
Por mais que o vidro faça embaciar
Não tem carapaça
Não fica escondido
E deixa passar
Para quem à chuva estiver
O quão bonita és enquanto mana, amiga, "mãe" e mulher.
Da janela que eu não vejo
Mas que também não preciso ver.
Da tua janela que eu não vejo
Prevejo que aqueles que vêem o que aí se passa
Sintam o que eu sinto
Pois através da vidraça
Aposto que se pode ver o calor e o beijo
Toda a ternura e dedicação
Aos filhos dos outros que ali estão
E que do lado de dentro da janela teus filhos são
Porque um coração como o teu não disfarça
E o calor que dele emana,
Por mais que o vidro faça embaciar
Não tem carapaça
Não fica escondido
E deixa passar
Para quem à chuva estiver
O quão bonita és enquanto mana, amiga, "mãe" e mulher.
Da janela que eu não vejo
Mas que também não preciso ver.
XPTO
X - X de verificado, X de V, V de visto
P - Packet
T - To
O - Overseas
A sigla aparecia nos caixotes de mercadorias importadas que podiam circular, por já terem a "vistoria".
Para mim: foi nome de programa infantil, faz-me lembrar o Feiticeiro de Oz (o Homem-Lata), coisa complicada ou coisa espectacular.
Para mim, deixou de ser palavra, passou a ser sigla.
P - Packet
T - To
O - Overseas
A sigla aparecia nos caixotes de mercadorias importadas que podiam circular, por já terem a "vistoria".
Para mim: foi nome de programa infantil, faz-me lembrar o Feiticeiro de Oz (o Homem-Lata), coisa complicada ou coisa espectacular.
Para mim, deixou de ser palavra, passou a ser sigla.
A Meia Branca e a Constituição
Para meu espanto, vejo a Meia Branca a ganhar enorme força junto da comunidade masculina portuguesa. E mais, está muito bem acompanhada da bela da raquete de ténis. Não estou a inventar qualquer coisa para postar. Acreditem! É verdade. E os grandes impulsionadores desta grande vaga são os informáticos. A Meia Branca veio para ficar. Será que ninguém se apercebe que até na FIC (Feira Internacional de Carcavelos) já se vendem meias pretas? Não estou a pedir conjugação de cores. Pelo menos pretas! Mas nãooooooooo, o pessoal é todo desportista e a bela da Meia Branca está em todas. News flash: Já há meias pretas para desporto também.
Será que podemos criar um lobby para pressionarmos um ou dois ministros para alterarem a Constituição de forma a tornar o uso da Meia Branca inconstitucional? Será pedir muito? Ok, pronto, apenas uma leizinha?
Utopia...
Será que podemos criar um lobby para pressionarmos um ou dois ministros para alterarem a Constituição de forma a tornar o uso da Meia Branca inconstitucional? Será pedir muito? Ok, pronto, apenas uma leizinha?
Utopia...
quinta-feira, novembro 13, 2003
O Segredo do Rio
« ...este rio tem um segredo e esse segredo é meu.»
Delicioso.
São 39 páginas que ficam retidas na memória, ora pelas palavras que Miguel Sousa Tavares tão bem junta, ora pelas imagens que Fernanda Fragateiro nos oferece.
Um conto do século passado* que deveria servir de ponto para muitos nós. Um conto para miúdos e graúdos que é levado a subir ao plateau da Casa de Teatro de Sintra pelo Fio De Azeite, teatro de marionetas da associação cultural Chão de Oliva.
Vai estar em cena até 21 de Dezembro, todos os sábados e domingos meia hora antes da hora coca-cola light ( não passo a pub.)
É a história de uma bonita amizade entre um menino e um peixe que, como qualquer amizade, tem na sua base segredos que tornam cúmplices as partes, fazendo com que os obstáculos sejam desafios a juntos ultrapassar. Uma lição, dada por um menino e um peixe cujas mãos dadas são os valores.
Um espectáculo a não perder, para ler e ver, em Sintra ou em qualquer livraria.
Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Eu acrescento 10, nota 10.
* 1996, pela Relógio d’Água
Delicioso.
São 39 páginas que ficam retidas na memória, ora pelas palavras que Miguel Sousa Tavares tão bem junta, ora pelas imagens que Fernanda Fragateiro nos oferece.
Um conto do século passado* que deveria servir de ponto para muitos nós. Um conto para miúdos e graúdos que é levado a subir ao plateau da Casa de Teatro de Sintra pelo Fio De Azeite, teatro de marionetas da associação cultural Chão de Oliva.
Vai estar em cena até 21 de Dezembro, todos os sábados e domingos meia hora antes da hora coca-cola light ( não passo a pub.)
É a história de uma bonita amizade entre um menino e um peixe que, como qualquer amizade, tem na sua base segredos que tornam cúmplices as partes, fazendo com que os obstáculos sejam desafios a juntos ultrapassar. Uma lição, dada por um menino e um peixe cujas mãos dadas são os valores.
Um espectáculo a não perder, para ler e ver, em Sintra ou em qualquer livraria.
Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto. Eu acrescento 10, nota 10.
* 1996, pela Relógio d’Água
Ora
Ora...
Ora essa!
Ora viva!
Ora diga.
Ora, ora...
Ora aqui, ora acolá.
Ora isto, ora aquilo.
Ora, se...
Ora.
Conjunção, advérbio, interjeição, conjugação de verbo. "Ora" para mim é sinónimo de bons dias :"Ora Viva!" é a expressão culpada. É assim que o meu chefe me dá o bom dia ou a boa tarde (dependendo da hora que chega). "Ora" é sinónimo de simpatia, ora aí está o que "ora" para mim é!
Ora essa!
Ora viva!
Ora diga.
Ora, ora...
Ora aqui, ora acolá.
Ora isto, ora aquilo.
Ora, se...
Ora.
Conjunção, advérbio, interjeição, conjugação de verbo. "Ora" para mim é sinónimo de bons dias :"Ora Viva!" é a expressão culpada. É assim que o meu chefe me dá o bom dia ou a boa tarde (dependendo da hora que chega). "Ora" é sinónimo de simpatia, ora aí está o que "ora" para mim é!
Dúvida
Tenho uma dúvida e não consigo jantar.
Há dias, presa em plena Avenida de Ceuta na hora de ponta, impaciente que estava, resolvi alterar o modo CD e passar para a rádio.
Como quase nunca ouço rádio, lá ficou "preso" como eu na mesma frequência sem que eu fizesse um zapping radiofónico.
Eis senão quando ouvi a Rita Mendes*, depois de ter dito que tinha saudades daquilo que não conhece (uma poetisa), despedir-se mais ao menos assim (desculpa Rita não conseguir reproduzir-te tão fielmente quanto desejaria) " Bem, vão ficar "sem nosco", o programa está a acabar".
A minha dúvida é para ti, Rita, como se escreve "sem nosco"? É sem-nosco? Sennosco? Semnosco?
* - Para quem não está a ver quem seja, foi nomeada para ganhar o troféu d' Homem que Mordeu o Cão para uma das categorias, mas foi preterida, acabando por ganhar o Emplastro. No seu CV podem ler-se apresentações no Canal 21 da TV Cabo; no Curto Circuito da Sic Radical e no Portugal Radical da Sic. Como vês Rita, acompanho-te desde o Templo dos Jogos, donde nunca deverias ter saido. Vá-se lá saber porquê...
Há dias, presa em plena Avenida de Ceuta na hora de ponta, impaciente que estava, resolvi alterar o modo CD e passar para a rádio.
Como quase nunca ouço rádio, lá ficou "preso" como eu na mesma frequência sem que eu fizesse um zapping radiofónico.
Eis senão quando ouvi a Rita Mendes*, depois de ter dito que tinha saudades daquilo que não conhece (uma poetisa), despedir-se mais ao menos assim (desculpa Rita não conseguir reproduzir-te tão fielmente quanto desejaria) " Bem, vão ficar "sem nosco", o programa está a acabar".
A minha dúvida é para ti, Rita, como se escreve "sem nosco"? É sem-nosco? Sennosco? Semnosco?
* - Para quem não está a ver quem seja, foi nomeada para ganhar o troféu d' Homem que Mordeu o Cão para uma das categorias, mas foi preterida, acabando por ganhar o Emplastro. No seu CV podem ler-se apresentações no Canal 21 da TV Cabo; no Curto Circuito da Sic Radical e no Portugal Radical da Sic. Como vês Rita, acompanho-te desde o Templo dos Jogos, donde nunca deverias ter saido. Vá-se lá saber porquê...
Os Vossos Opinanços valem por dois
Já repararam? Eu reparei e quero que repares que reparei. Apetece-me beijar-te, querida leitora.
A nossa cidade é nossa, o meu blog é teu.
O teu opinanço é 1 e vale por 2!
Considera-te beijada, não só porque o Natal vem aí, mas porque o espírito está sempre presente.
Nota: Esta é uma excepção. Sou perita em abrir excepções, mas excepcionalmente esta é a excepção. Não vou voltar a "postar" a um opinanço, mas este soube-me bem, tão bem quanto o primeiro deve saber.
A nossa cidade é nossa, o meu blog é teu.
O teu opinanço é 1 e vale por 2!
Considera-te beijada, não só porque o Natal vem aí, mas porque o espírito está sempre presente.
Nota: Esta é uma excepção. Sou perita em abrir excepções, mas excepcionalmente esta é a excepção. Não vou voltar a "postar" a um opinanço, mas este soube-me bem, tão bem quanto o primeiro deve saber.
Publicidade
Há um tipo de publicidade que me afecta. Esse tipo de publicidade entristece-me, desmotiva-me.
A Valor Med, à semelhança da Organics, da Ok Teleseguro e do EURO 2004, recorre à publicidade individual, chamemos-lhe assim.
Eu ouço-a, leio-a, mas sei que não é para mim.
Costumava entregar as embalagens vazias dos medicamentos numa farmácia perto de mim, usava Organics no meu cabelo "seco, rebelde ou áspero", pensava trabalhar no Euro 2004 e mudar o meu seguro automóvel. Mas, não fui convocada.
Eles insistem em fazer spots publicitários para outras pessoas, pois o meu nome nunca foi escrito ou dito num qualquer outdoor espalhado pela cidade, nem na tv, rádio ou jornais. Nem como suplente fiquei.
Talvez se me chamasse D. Alice, Diogo, Francisco, talvez se conhecesse a Marta ou se fosse jardineira, até talvez se me chamasse Gervásio. Talvez sentisse que era para mim.
A Tefal não, a Tefal é amiga. Sei que é para mim, embora ache um exagero ela achar que eu penso em tudo.
Resta-me ir à PizzaHut, não por ser hora de jantar, mas porque fazem pizzas à minha medida e até têm uma Honda City Fly 125cc só para mim. Amanhã vou tentar a sorte à Zara, a ver se deixo de ser um "recibo-verde" e vou trabalhar com eles.
A minha vida está prestes a mudar...
A Valor Med, à semelhança da Organics, da Ok Teleseguro e do EURO 2004, recorre à publicidade individual, chamemos-lhe assim.
Eu ouço-a, leio-a, mas sei que não é para mim.
Costumava entregar as embalagens vazias dos medicamentos numa farmácia perto de mim, usava Organics no meu cabelo "seco, rebelde ou áspero", pensava trabalhar no Euro 2004 e mudar o meu seguro automóvel. Mas, não fui convocada.
Eles insistem em fazer spots publicitários para outras pessoas, pois o meu nome nunca foi escrito ou dito num qualquer outdoor espalhado pela cidade, nem na tv, rádio ou jornais. Nem como suplente fiquei.
Talvez se me chamasse D. Alice, Diogo, Francisco, talvez se conhecesse a Marta ou se fosse jardineira, até talvez se me chamasse Gervásio. Talvez sentisse que era para mim.
A Tefal não, a Tefal é amiga. Sei que é para mim, embora ache um exagero ela achar que eu penso em tudo.
Resta-me ir à PizzaHut, não por ser hora de jantar, mas porque fazem pizzas à minha medida e até têm uma Honda City Fly 125cc só para mim. Amanhã vou tentar a sorte à Zara, a ver se deixo de ser um "recibo-verde" e vou trabalhar com eles.
A minha vida está prestes a mudar...
Também tem piada...
... eu continuar a acreditar nelas, nas carapaças, e no que existe dentro das mesmas. Porquê? Não sei. Talvez porque, de vez em quando, encontro uma ou outra que me fazem continuar a acreditar. Talvez...
Tem piada...
O Natal está próximo, é um facto. Outro facto é que as pessoas (e bichos também) ficam mais humanas nesta altura em que as ruas se enchem de cor, de luz, de sorrisos, de burburinhos menos desagradáveis, de gritos menos irritantes... pelo menos, para quem gosta desta época festiva.
É uma verdade facilmente comprovada, esta alegria anual, esta simpatia colectiva que tende, todos os anos, a emergir de carapaças geralmente frias, egoístas, camufladas... (nem todas, também é certo)
No entanto, expliquem-me, se conseguirem e quiserem, por que raio estas carapaças conseguem ser, por vezes, tão vis, tão maliciosas, tão egocêntricas. E, como se tal não bastasse, por que razão se interessam tanto (e sempre) com a vida dos outros. Não entendo, mesmo. Serão apenas fugas desesperadas das suas próprias carapaças?
Ademais, parece-me que vejo aqui um paradoxo inquietante (ou não): interesse acentuadíssimo pela vida alheia e egocentrismo. Ora, decidam-se de uma vez!
Tem piada? Não, não tem. (Embora o Natal tenha sempre o seu encanto, o seu espírito)
É uma verdade facilmente comprovada, esta alegria anual, esta simpatia colectiva que tende, todos os anos, a emergir de carapaças geralmente frias, egoístas, camufladas... (nem todas, também é certo)
No entanto, expliquem-me, se conseguirem e quiserem, por que raio estas carapaças conseguem ser, por vezes, tão vis, tão maliciosas, tão egocêntricas. E, como se tal não bastasse, por que razão se interessam tanto (e sempre) com a vida dos outros. Não entendo, mesmo. Serão apenas fugas desesperadas das suas próprias carapaças?
Ademais, parece-me que vejo aqui um paradoxo inquietante (ou não): interesse acentuadíssimo pela vida alheia e egocentrismo. Ora, decidam-se de uma vez!
Tem piada? Não, não tem. (Embora o Natal tenha sempre o seu encanto, o seu espírito)
O Natal não mora aqui
Estava eu a vir do almoço e a minha Mãe, que não lê blogs, telefonou-me. Tive de lhe fazer a pergunta.
- Mãe, aí é Natal?
- Natal?
- Sim Mãe, é Natal aí? Aqui é Natal.
- Aí é Natal? Então vem para aqui, porque o Natal é aqui, o Natal é quando estamos todos, aí sim é Natal.
Afinal não é Natal, ainda não é Natal.
Pena. Não vou estar à lareira na terra em que os pastores são como no tempo dos 3 Reis Magos e não sabem que há telemóveis*, os saldos ainda vão demorar a chegar, o "Música no Coração" ainda não vai ser (re)visto por mim, e o subsídio (+) ainda demora a chegar.
Pena, porque vou ficar aqui e não vou estar lá, junto de quem me ama e de quem amo incondicionalmente.
* - O Natal é passado em casa dos meus Avós, na aldeia onde não há rede TMN nem VODAFONE, na terra-dos-sem-telemóvel.
+ - se calhar só para o ano, pois sou "recibo-verde", e o "recibo-verde" não tem subsídio de Natal. Não tem subsídio ponto. Mas é verde, e enquanto há verde há esperança.
- Mãe, aí é Natal?
- Natal?
- Sim Mãe, é Natal aí? Aqui é Natal.
- Aí é Natal? Então vem para aqui, porque o Natal é aqui, o Natal é quando estamos todos, aí sim é Natal.
Afinal não é Natal, ainda não é Natal.
Pena. Não vou estar à lareira na terra em que os pastores são como no tempo dos 3 Reis Magos e não sabem que há telemóveis*, os saldos ainda vão demorar a chegar, o "Música no Coração" ainda não vai ser (re)visto por mim, e o subsídio (+) ainda demora a chegar.
Pena, porque vou ficar aqui e não vou estar lá, junto de quem me ama e de quem amo incondicionalmente.
* - O Natal é passado em casa dos meus Avós, na aldeia onde não há rede TMN nem VODAFONE, na terra-dos-sem-telemóvel.
+ - se calhar só para o ano, pois sou "recibo-verde", e o "recibo-verde" não tem subsídio de Natal. Não tem subsídio ponto. Mas é verde, e enquanto há verde há esperança.
Mãe, já é Natal?
Estava eu no balneário e ouvi uma menina linda perguntar para a Mãe: "Mãe, porque é que agora me vais buscar de noite?". A Mãe tentou explicar que continuava a ir buscá-la ao colégio à mesma hora, mas que como a hora mudara, agora era de noite à mesma hora que dantes era de dia. Digo tentou, porque a menina olhou para mim, sorriu, inclinou a cabeça para a direita enquanto fechava lentamente os olhos e encolheu os ombros.
Estava eu a vir para o trabalho e deu-me vontade de telefonar à minha Mãe e perguntar: " Mãe, já é Natal? Mudou só a hora ou avançámos um mês?" Mãe, aí também já é Natal?
A Leopoldina já canta as canções do Continente, a Kapital já tem as árvores da época natalícia, o Corte Inglés já tem o Presépio todo iluminado, nas promoções de viagens já aparece o 25 de Dezembro e alusões à Passagem d'ano, na Rua Augusta o homem-estátua já é o Pai Natal, a rua do meu prédio já está iluminada.
Já não preciso passar pelo jardim do Casino do Estoril para sentir que é Natal.
Em Lisboa já é Natal, e aí Mãe?
Estava eu a vir para o trabalho e deu-me vontade de telefonar à minha Mãe e perguntar: " Mãe, já é Natal? Mudou só a hora ou avançámos um mês?" Mãe, aí também já é Natal?
A Leopoldina já canta as canções do Continente, a Kapital já tem as árvores da época natalícia, o Corte Inglés já tem o Presépio todo iluminado, nas promoções de viagens já aparece o 25 de Dezembro e alusões à Passagem d'ano, na Rua Augusta o homem-estátua já é o Pai Natal, a rua do meu prédio já está iluminada.
Já não preciso passar pelo jardim do Casino do Estoril para sentir que é Natal.
Em Lisboa já é Natal, e aí Mãe?
São gostos
Gosto de castanhas, não gosto do cheiro a castanhas
Gosto do cheiro de pipocas, não gosto de pipocas
Gosto de doces, não gosto de adicionar açúcar às coisas
Gosto de azeite, não gosto de azeitonas
Gosto de café, não gosto de coisas que levem café
Gosto de requeijão, não gosto de queijo fresco
Gosto do Sporting, não gosto de futebol
Gosto de gaspacho, não gosto de sopa fria
Gosto de dormir, adoro estar acordada
São gostos e gostos não se discutem.
Gosto do cheiro de pipocas, não gosto de pipocas
Gosto de doces, não gosto de adicionar açúcar às coisas
Gosto de azeite, não gosto de azeitonas
Gosto de café, não gosto de coisas que levem café
Gosto de requeijão, não gosto de queijo fresco
Gosto do Sporting, não gosto de futebol
Gosto de gaspacho, não gosto de sopa fria
Gosto de dormir, adoro estar acordada
São gostos e gostos não se discutem.
Conversas de balneário
Estava no duche no balneário do ginásio e em vez de cantarolar para treinar para a próxima operação triunfo, não pude evitar ouvir a conversa... A conversa dos machos tugas nos ginásios é o máximo. Sério. Muito diversificada... Ora temos "o traseiro da Sofia", ou "o peito fabuloso que só não abre garrafas de cerveja que a Tatiana tem" ou simplesmente "o pernão da Josefina". Outro tópico: carros. "Tenho um carro com 500 cavalos que faz curvas a 300!!", "O teu carro? Curvas a 300? Bah, o meu faz a 400! Isto é que é uma máquina...". Nada pessoal, mas os balneários femininos devem ser bem mais interessantes. Pelo menos têm gajas. Mas é engraçado, os tugas defendem sempre as suas donzelas: "A minha mulher tirou média de 17 na faculdade", "17? Só? A minha teve 20!!", "A tua está num escritório de informática? A minha é assessora do Sultão Abdul-qualquer-coisa!!", por isso minhas senhoras, preparem um jantar bem caprichoso aos vossos maridos quando eles chegarem a casa depois do ginásio... São defendidas lá com unhas e dentes. Agora... Se eles não vêm do ginásio... Coloquem delicadamente um pouquinho de tabasco ou algo assim na sua comida... Tabasco não, é 605 Forte...
Os Cheiros Não Meus
O cheiro a sardinha
O cheiro a autocarro
O cheiro a transpiração
O cheiro a borracha
O cheiro a balde do lixo
O cheiro a Tejo
O cheiro a fritos
O cheiro a cera depilatória
O cheiro a porco
O cheiro a elevador onde alguém esteve a fumar
O cheiro a naftalina
O cheiro a pó
O cheiro a tintas de cabeleireiro
O cheiro a talho
O cheiro a castanhas
O cheiro a sangue
O cheiro a peixe cru
O cheiro a sujo
O cheiro a acabado de pintar
O cheiro a enchidos
O cheiro a arroto
O cheiro a whisky
O cheiro a casas de banho públicas
O cheiro a frigorífico
O cheiro a caras-de-bacalhau
O cheiro a Macdonalds
O cheiro a autocarro
O cheiro a transpiração
O cheiro a borracha
O cheiro a balde do lixo
O cheiro a Tejo
O cheiro a fritos
O cheiro a cera depilatória
O cheiro a porco
O cheiro a elevador onde alguém esteve a fumar
O cheiro a naftalina
O cheiro a pó
O cheiro a tintas de cabeleireiro
O cheiro a talho
O cheiro a castanhas
O cheiro a sangue
O cheiro a peixe cru
O cheiro a sujo
O cheiro a acabado de pintar
O cheiro a enchidos
O cheiro a arroto
O cheiro a whisky
O cheiro a casas de banho públicas
O cheiro a frigorífico
O cheiro a caras-de-bacalhau
O cheiro a Macdonalds
Os Cheiros Meus
O cheiro a algodão-doce
O cheiro da casa dos Pais
O cheiro da praia do Vau
O cheiro do meu cão
O cheiro a pipocas
O cheiro a Nestum Mel
O cheiro a xarope de cenoura
O cheiro a fatias douradas
O cheiro a éter
O cheiro de quem amo
O cheiro da Rita
O cheiro de um bom tinto
O cheiro a Mustela
O cheiro da casa de chá, chocolates e café do chiado
O cheiro a chá acabado de verter
O cheiro da Avó Beatriz
O cheiro a bolo quente
O cheiro da compota e da manteiga sobre o scone
O cheiro do Audi 80
O cheiro a coco
O cheiro da casa da Tia Soledad
O cheiro a pó-de-talco
O cheiro da BW'S
O cheiro a acabado de limpar
O cheiro da Nero e da Chita
O cheiro a sapateiro
O cheiro a leite creme queimado
O cheiro a maçãs verdes
O cheiro a lareira
O cheiro a relva acabada de cortar
O cheiro a peixe assado da Mãe
O cheiro a pão
O cheiro a Natal
O cheiro da casa dos Pais
O cheiro da praia do Vau
O cheiro do meu cão
O cheiro a pipocas
O cheiro a Nestum Mel
O cheiro a xarope de cenoura
O cheiro a fatias douradas
O cheiro a éter
O cheiro de quem amo
O cheiro da Rita
O cheiro de um bom tinto
O cheiro a Mustela
O cheiro da casa de chá, chocolates e café do chiado
O cheiro a chá acabado de verter
O cheiro da Avó Beatriz
O cheiro a bolo quente
O cheiro da compota e da manteiga sobre o scone
O cheiro do Audi 80
O cheiro a coco
O cheiro da casa da Tia Soledad
O cheiro a pó-de-talco
O cheiro da BW'S
O cheiro a acabado de limpar
O cheiro da Nero e da Chita
O cheiro a sapateiro
O cheiro a leite creme queimado
O cheiro a maçãs verdes
O cheiro a lareira
O cheiro a relva acabada de cortar
O cheiro a peixe assado da Mãe
O cheiro a pão
O cheiro a Natal
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