Há cheiros que nos marcam, há cheiros que não deixam rasto.
Há cheiros que deixam rastos de pessoas quando passam, cheiros que teimam em não passar.
Há uma panóplia de cheiros e a eles umas tantas quantas sensações associadas.
Há cheiros que valem por si e outros que desvalorizam o sítio de onde vêm.
Há cheiros que nos transportam e cheiros que nos fazem recuar.
Há cheiros que nos elevam e cheiros que nos apagam.
Há cheiros de água, de terra, de fogo, de ar.
Há cheiros velhos e cheiros novos.
Há cheiros caros e cheiros baratos.
Há cheiros que fazem rir, rir, rir.
Há cheiros que imitam e cheiros de invejar.
Há cheiros de Verão, de Outono, de Inverno e de Primavera.
Há cheiros de pessoas, cheiros de animais, cheiros de plantas.
Há cheiros de perigo e cheiros de bem-estar.
Há cheiros que gosto e cheiros que não.
Os meus amigos dizem que eu tenho cheiro. " Cheira a ti". Eu não sinto. Mas nalguma daquelas categorias há-de aninhar-se. O meu cheiro não é meu. Embora ande comigo é vosso, porque eu não o conheço. Ando com o cheiro dos outros.
quarta-feira, novembro 12, 2003
Senti...
Senti...senti-o no momento em que acordei e pensei no que vestir – aquele momento diário que por vezes se transforma num dilema e nos fustiga o humor – e detive-me num ápice absurdo para escolher peça a peça...porque sabia...porque desejava...uma observação banal...tua, por sinal...
Senti... quando a névoa deturpou a visão no espelho, que o teu olhar iria cruzar o meu e me iria devolver a limpidez...
Senti... no momento em que o sol não me permitiu ver os seus raios que o teu sorriso iria ser suficiente para iluminar o meu dia...
Sentia.. a cada passo e a cada bater mais forte do coração que te sentia mais perto. Sentia o tremor a ocupar o meu corpo a cada pedaço de nada conquistado para finalmente te alcançar. Sentia a tua presença tão certa (quem dera senti-la sempre assim...quem dera senti-la naquilo que sentes) e senti ainda mais forte quando te vi na certeza que tinha e agora era incondicionalmente minha...tão minha.. que senti só para mim...
Senti... quando a névoa deturpou a visão no espelho, que o teu olhar iria cruzar o meu e me iria devolver a limpidez...
Senti... no momento em que o sol não me permitiu ver os seus raios que o teu sorriso iria ser suficiente para iluminar o meu dia...
Sentia.. a cada passo e a cada bater mais forte do coração que te sentia mais perto. Sentia o tremor a ocupar o meu corpo a cada pedaço de nada conquistado para finalmente te alcançar. Sentia a tua presença tão certa (quem dera senti-la sempre assim...quem dera senti-la naquilo que sentes) e senti ainda mais forte quando te vi na certeza que tinha e agora era incondicionalmente minha...tão minha.. que senti só para mim...
S. Renato
Eu que ligo tanto a datas, eu que pavoneio o facto de ligar a pormenores, eu que me considero atenta, deixei passar em branco o dia que costumava ficar manchado de jeropiga.
Ontem foi dia de S. Martinho e eu bebi frize limão. Foi dia de S. Martinho e não choveu para depois romper o sol. Foi dia de S. Martinho e não comi castanhas. Foi dia de S. Martinho e passou-me ao lado.
Hoje é dia de S. Renato*. Hoje foi dia de greve da Carris, foi dia de chegar atrasada, de apanhar chuva, de me lembrar que me esquecera do dia de S. Martinho.
Para o ano quero lembrar-me de S. Martinho e esquecer-me que o S. Renato existiu.
* Há quem diga que foi dia de São Josafá, mas no meu calendário está S. Renato e Josafá nasceu em Wladimir e o Renato deve ter nascido no Cartaxo. Há quem diga que é dia de S. Diogo de Alcalá, mas nem cá nem acolá o Diogo é Santo!!!
Ontem foi dia de S. Martinho e eu bebi frize limão. Foi dia de S. Martinho e não choveu para depois romper o sol. Foi dia de S. Martinho e não comi castanhas. Foi dia de S. Martinho e passou-me ao lado.
Hoje é dia de S. Renato*. Hoje foi dia de greve da Carris, foi dia de chegar atrasada, de apanhar chuva, de me lembrar que me esquecera do dia de S. Martinho.
Para o ano quero lembrar-me de S. Martinho e esquecer-me que o S. Renato existiu.
* Há quem diga que foi dia de São Josafá, mas no meu calendário está S. Renato e Josafá nasceu em Wladimir e o Renato deve ter nascido no Cartaxo. Há quem diga que é dia de S. Diogo de Alcalá, mas nem cá nem acolá o Diogo é Santo!!!
Reclamações
Hoje recebi duas manifestas reclamações às quais estou a dar a devida importância e às quais responderei prontamente.
Reclamação I - Mudança de Identidade Invertebrada
No dia 1 de Novembro decidi criar este blog. Não era um plano, simplesmente aconteceu. Estava sozinha. Fi-lo e baptizei-o, sozinha. Escrevi o meu 1º post. Assinei Bichinho-de-Conta.
O blog continuou a ser meu por mais uns dias. Não contente por não ver ideias de jeito no meu blog, decidi convidar uns amigos a escreverem coisas de jeito e com cor. Fi-lo e felizmente o meu blog passou a ser nosso, de nós para nós, de nós para vocês. Deixou de ser meu, deixou de fazer sentido ter um nick com o nome coincidente com o endereço do blog. Pareceu-me narcisista, pareceu-me sem cabimento e mudei. Surgiu a ideia de um nick ao escrever o post do Louvado Sejas e mudei naquele instante. Os meus bugs do blog não apreciaram a mudança e posto isto, resta-me voltar a ter corpo de bichinho-de-conta, mas alma de louva-a-deus.
Reclamação II - Extensão dos meus Posts
Tentarei que cada post seja sinóptico, só para ti.
Reclamação I - Mudança de Identidade Invertebrada
No dia 1 de Novembro decidi criar este blog. Não era um plano, simplesmente aconteceu. Estava sozinha. Fi-lo e baptizei-o, sozinha. Escrevi o meu 1º post. Assinei Bichinho-de-Conta.
O blog continuou a ser meu por mais uns dias. Não contente por não ver ideias de jeito no meu blog, decidi convidar uns amigos a escreverem coisas de jeito e com cor. Fi-lo e felizmente o meu blog passou a ser nosso, de nós para nós, de nós para vocês. Deixou de ser meu, deixou de fazer sentido ter um nick com o nome coincidente com o endereço do blog. Pareceu-me narcisista, pareceu-me sem cabimento e mudei. Surgiu a ideia de um nick ao escrever o post do Louvado Sejas e mudei naquele instante. Os meus bugs do blog não apreciaram a mudança e posto isto, resta-me voltar a ter corpo de bichinho-de-conta, mas alma de louva-a-deus.
Reclamação II - Extensão dos meus Posts
Tentarei que cada post seja sinóptico, só para ti.
Sonhei contigo
Não percebo nada de sonhos.
Mas faço-os, sonho diariamente (a dormir), assim como faço tantas outras coisas sem as perceber.
Hoje sonhei mal. Não percebendo assumidamente de sonhos, sei catalogá-los de bons ou maus (tb há os assim-assim) e hoje foi definitivamente um sonho mau. Sonhei mal. A culpa é minha, que não soube sonhar.
Sonhei que estavas prestes a partir para o mundo dos sonhos.
A minha vida é um sonho enquanto possa ver o teu sorriso por dentro da tua pele macia, o teu amor pelo telefone, sentir-te e sentir tudo de bom que em ti tens através de um abraço cúmplice e de um olhar protector.
Gosto que faças parte dos meus sonhos e projectos, que os comungues comigo, lado lado e isso só será possível se não me deixares.
Medo, senti medo e um pesar.
Preciso de ti, mas gosto mais do que preciso.
Mãe, nunca me abandones. Mãe, meu doce aconchego.
Amor de Filha desde 1978.
Mas faço-os, sonho diariamente (a dormir), assim como faço tantas outras coisas sem as perceber.
Hoje sonhei mal. Não percebendo assumidamente de sonhos, sei catalogá-los de bons ou maus (tb há os assim-assim) e hoje foi definitivamente um sonho mau. Sonhei mal. A culpa é minha, que não soube sonhar.
Sonhei que estavas prestes a partir para o mundo dos sonhos.
A minha vida é um sonho enquanto possa ver o teu sorriso por dentro da tua pele macia, o teu amor pelo telefone, sentir-te e sentir tudo de bom que em ti tens através de um abraço cúmplice e de um olhar protector.
Gosto que faças parte dos meus sonhos e projectos, que os comungues comigo, lado lado e isso só será possível se não me deixares.
Medo, senti medo e um pesar.
Preciso de ti, mas gosto mais do que preciso.
Mãe, nunca me abandones. Mãe, meu doce aconchego.
Amor de Filha desde 1978.
O Gosto dos Outros
Não vou fazer o gosto aos outros, vou fazer o que os outros gostam e eu também. Para não fazer o gosto aos outros e fazendo o que eles não gostam, vou dizer aos outros que vou fazer o que eles gostam mas que eu gosto mais, embora o faça durante menos tempo ( aqui "boldo" o menos).
Fui dormir.
Fui dormir.
Mais
Na vida só tenho uma certeza, que nada é certo. Porém, tenho a certeza que há coisas certas. Certas ou acertadas, certamente andarão por aí. Raras são as coisas que vejo acertadas, menos as certas, mas tenho a certeza que é certo afirmar que as coisas certas andam por aí, ou por aqui, sem sequer precisarmos de as ver. Certamente que um dia as veremos, se é que já não vimos...
Voltando à religião, certeza maior que Deus existe para um crente não há. Será que é preciso não se ver para estar certo, para termos a certeza que existe?
Certeza das Certezas, só acreditando temos CERTEZA.
Costumo dizer que a certeza foi a maneira que o Homem inventou para acreditar. Eu recorro a esta GRANDE INVENÇÃO cada vez que me apaixono. Sou mesmo adepta. Tenho certezas que vão por água abaixo, mas certezas... Ai ralo ralo que deixaste passar tanta certeza e nem assim eu me ralo em ter ralações por me me meter em relações que acredito não serem as certas de certeza!
A certeza também pode ter sido inventada para dar trocos. Trocos certos. "Está certo?" "Está certo, sim Senhora". E cada um segue o seu caminho com a certeza que cumpriu a sua parte. Quem se lixa é o "carocho", que à conta de trocos certos, vê as voltas trocadas e recebe cêntimos por euros. Tá tudo trocado, dá Deus nozes a quem não tem dentes e ao "carocho", (que não tem dentes, senão não é puro) nem nozes ( chamavam-lhe um figo) lhe tocam, só cêntimos...
Uma nota não se destroca, troca-se, porque se assim não fosse, não seria nota, seriam trocos! Precisamos de muitos trocos para destrocar numa só nota. Primeiro nasceu a nota e depois o troco. Ponto. Aqui não há lugar ( o carocho ouve falar em lugar e diz já que é dele... olha, olha! Vem aí a tentar correr...) para o dilema galinha/ovo. Aqui sabe-se quem nasceu primeiro, por isso se diz Papel-moeda e não ao contrário, evidente. (Continuando...) Logo, se destrocar é desfazer a troca e se a troca foi de nota para troco, a destroca terá de ser de troco para nota. Por isso é que os carochos (até) têm razão: cêntimo a cêntimo enchem o bolso e assomam-se ao balcão da esquina ou a um café qualquer do Colombo e proferem com voz de quem tem a CERTEZA que está a dizer certo : " É para destrocar, s.f.f".
- "O que é isso meu Senhor?"
- " São trocos Senhor Fardado com ar de quem tem algemas, são trocos... "– esta jóia, provavelmente foi dita por José Castello Branco aquando da sua primeira detenção!
Trocas-baldrocas o melhor é dar de frosques! Até porque isto pode estar a ser lido por quem já tenha tido nas mãos uma das outras notas que não as que me acompanham, aquelas cujo troco possa ser dado em outras notas, inclusive na nota que me permite os trocos, a de 5 (que antes valia 1000)!
A culpa é do "carocho"... No parêntesis acima, não no último, no outro, naquele em que tentava correr, gritava-me : "destorce, destorce", e eu, baseada na correcta utilização que eles fazem dos termos e no seu ar de preocupação, achei que era para disfarçar o que estava a escrever, e andei às voltas com o texto. Lá vou ter de levar o carro à oficina...
Certo? Tens a certeza?
Com certeza... ou “conceteza”
Fui
(sem ter a certeza que ainda aí estavas)
Voltando à religião, certeza maior que Deus existe para um crente não há. Será que é preciso não se ver para estar certo, para termos a certeza que existe?
Certeza das Certezas, só acreditando temos CERTEZA.
Costumo dizer que a certeza foi a maneira que o Homem inventou para acreditar. Eu recorro a esta GRANDE INVENÇÃO cada vez que me apaixono. Sou mesmo adepta. Tenho certezas que vão por água abaixo, mas certezas... Ai ralo ralo que deixaste passar tanta certeza e nem assim eu me ralo em ter ralações por me me meter em relações que acredito não serem as certas de certeza!
A certeza também pode ter sido inventada para dar trocos. Trocos certos. "Está certo?" "Está certo, sim Senhora". E cada um segue o seu caminho com a certeza que cumpriu a sua parte. Quem se lixa é o "carocho", que à conta de trocos certos, vê as voltas trocadas e recebe cêntimos por euros. Tá tudo trocado, dá Deus nozes a quem não tem dentes e ao "carocho", (que não tem dentes, senão não é puro) nem nozes ( chamavam-lhe um figo) lhe tocam, só cêntimos...
Uma nota não se destroca, troca-se, porque se assim não fosse, não seria nota, seriam trocos! Precisamos de muitos trocos para destrocar numa só nota. Primeiro nasceu a nota e depois o troco. Ponto. Aqui não há lugar ( o carocho ouve falar em lugar e diz já que é dele... olha, olha! Vem aí a tentar correr...) para o dilema galinha/ovo. Aqui sabe-se quem nasceu primeiro, por isso se diz Papel-moeda e não ao contrário, evidente. (Continuando...) Logo, se destrocar é desfazer a troca e se a troca foi de nota para troco, a destroca terá de ser de troco para nota. Por isso é que os carochos (até) têm razão: cêntimo a cêntimo enchem o bolso e assomam-se ao balcão da esquina ou a um café qualquer do Colombo e proferem com voz de quem tem a CERTEZA que está a dizer certo : " É para destrocar, s.f.f".
- "O que é isso meu Senhor?"
- " São trocos Senhor Fardado com ar de quem tem algemas, são trocos... "– esta jóia, provavelmente foi dita por José Castello Branco aquando da sua primeira detenção!
Trocas-baldrocas o melhor é dar de frosques! Até porque isto pode estar a ser lido por quem já tenha tido nas mãos uma das outras notas que não as que me acompanham, aquelas cujo troco possa ser dado em outras notas, inclusive na nota que me permite os trocos, a de 5 (que antes valia 1000)!
A culpa é do "carocho"... No parêntesis acima, não no último, no outro, naquele em que tentava correr, gritava-me : "destorce, destorce", e eu, baseada na correcta utilização que eles fazem dos termos e no seu ar de preocupação, achei que era para disfarçar o que estava a escrever, e andei às voltas com o texto. Lá vou ter de levar o carro à oficina...
Certo? Tens a certeza?
Com certeza... ou “conceteza”
Fui
(sem ter a certeza que ainda aí estavas)
Divagar devagar vagueando no devaneio
(este título foi para me soltar do culto, e porque hoje não é domingo, não há III Leitura. Soltei-me? )
Gosto muito de dormir, gosto muito mais de outras coisas mais, mas o que mais me irrita para além do despertador a tocar, são as pessoas que por dormirem mais que eu acham que gostam mais de dormir que eu. Errado. Gostam de se deitar mais cedo e PODEM levantar-se mais tarde, ou só uma das coisas. Eu adoro dormir, mas tem de ser tarde... Não gosto de me levantar, por isso acho que é sempre cedo. Se eu gosto do tarde e não gosto de me levantar, lógico será detestar levantar-me cedo e amar deitar-me tarde. Dormir é bom, dormir é demais.
Gosto muito de dormir, gosto muito mais de outras coisas mais, mas o que mais me irrita para além do despertador a tocar, são as pessoas que por dormirem mais que eu acham que gostam mais de dormir que eu. Errado. Gostam de se deitar mais cedo e PODEM levantar-se mais tarde, ou só uma das coisas. Eu adoro dormir, mas tem de ser tarde... Não gosto de me levantar, por isso acho que é sempre cedo. Se eu gosto do tarde e não gosto de me levantar, lógico será detestar levantar-me cedo e amar deitar-me tarde. Dormir é bom, dormir é demais.
II Leitura
Acho que já me começas a conhecer, já te falei de mim, já de falei de outras coisas, até já te disse as músicas que ando a ouvir (acredita que partilhar as músicas que ouço é romper o casulo). O próximo passo ( para além de começares a dizer de tua justiça e a fazer dos opinanços a minha leitura diária), será deixar este nick-name que me acompanha desde o início da nossa relação e revelar-te a minha identidade. Eu cá - tu lá!
Foi depois do 1º post de hoje, melhor da I Leitura, falsamente apelidada de "Louvado Sejas", que eu decidi que chegou a hora. Acho que ambos estamos preparados, eu pergunto-te e tu respondes com silêncio e neste caso agarro-me à velha máxima (pq acho o máximo) " quem cala, consente". É com este teu consentimento e com este "nosso por mim ditado" consenso, e após te ter dado uma pista que deixaste passar ao lado, que te vou dizer o meu nome. A esta altura poderás estar com "borboletas" no teu estômago e outros pensarão que será precipitado, mas eu sinto que te devo isso... e estou desertinha por to dizer. Eu sou Deus, Louva-a-Deus.
*A das borboletas foi para confundir!
Errata: No último post, publicámos "Louvado sejas" enquanto título, uma espécie de manobra de diversão mesclada com "segue as setas". Como não queremos corromper a liturgia, por favor, fazei o obséquio de ler, ao invés do publicado e para que o título deste post tenha lógica, I Leitura. Obrigada pela compreensão.
Foi depois do 1º post de hoje, melhor da I Leitura, falsamente apelidada de "Louvado Sejas", que eu decidi que chegou a hora. Acho que ambos estamos preparados, eu pergunto-te e tu respondes com silêncio e neste caso agarro-me à velha máxima (pq acho o máximo) " quem cala, consente". É com este teu consentimento e com este "nosso por mim ditado" consenso, e após te ter dado uma pista que deixaste passar ao lado, que te vou dizer o meu nome. A esta altura poderás estar com "borboletas" no teu estômago e outros pensarão que será precipitado, mas eu sinto que te devo isso... e estou desertinha por to dizer. Eu sou Deus, Louva-a-Deus.
*A das borboletas foi para confundir!
Errata: No último post, publicámos "Louvado sejas" enquanto título, uma espécie de manobra de diversão mesclada com "segue as setas". Como não queremos corromper a liturgia, por favor, fazei o obséquio de ler, ao invés do publicado e para que o título deste post tenha lógica, I Leitura. Obrigada pela compreensão.
Louvado sejas
Olha qu'esta! Agora deu-me para "postar" todos os dias, como se de uma reza se tratasse. Que chatice. Um dia já não é dia, melhor, uma noite já não é noite, sem clicar no post & publish e depois no view blog para ver se ficou bonitinho! É certo que os blogs já têm muitos mais crentes que muita igreja que para aí anda, mas nunca pensei ter tanta fé em tão pouco tempo... Já elegi os meus Deuses, mas ainda não decidi pô-los n'A Arte de Bem Blogar" (a preguiça nesta religião não é pecado capital).
Adoro a minha paróquia. Não pelo que se vai escrevendo, mas por quem o escreve, por quem lê, no fundo, pelas pessoas que a compõem (espero um dia, ou noite, poder vir a dizer " e por quem opina"). Na eucaristia sem hora marcada, celebramos escrevendo e vós celebrais lendo. Repetem em vossos cérebros o que nós repetimos dos nossos. É bonito.
Na blogosfera, o local de culto é quase onde um Homem (cibernauta) quiser ( menos na aldeia dos meus Avós, que deve ser o único local do mundo onde não se comunica*, não se mensaja, não se maila, não se dão toques, não se posta, não se zappinga, só se fala e buzina - super interactivo!)
Saiu-me o tiro pela culatra ( ainda estou para perceber onde raio é que fica a culatra numa "coisa de dar tiros", mas pode ser que nada me aconteça, pois também não sei onde é a mira!). Vim ao local de culto, onde costumo encontrar os meus "irmãos-voadores" e estou sozinha... Afinal de contas, nem só a Sic Radical é uma bad girl!!! Mas o que vale é que o blog é a casa de todos nós e mesmo não vendo ninguém, sei que estão presentes.
Dos homens que conheço, ups, dos "omnis" que conheço (são 4, ou 5 - não tenho a certeza de 1) só um se aplica ao culto do bichinhodeconta, o omni ubíquo. Dava tanto jeito poder aplicar outros "omnis", a vida seria tão mais fácil... mas se assim fosse, também não estaria aqui a postar a esta hora! (Acredito, porque tenho fé e esperança, que haja coisas mais interessantes para fazer às 2H14 da manhã que não esta).
Ide em paz e que o blog (este) vos acompanhe.
* - Acreditem, mas este é o único verbo de todos os OUTROS que se conjuga por lá! :P
Adoro a minha paróquia. Não pelo que se vai escrevendo, mas por quem o escreve, por quem lê, no fundo, pelas pessoas que a compõem (espero um dia, ou noite, poder vir a dizer " e por quem opina"). Na eucaristia sem hora marcada, celebramos escrevendo e vós celebrais lendo. Repetem em vossos cérebros o que nós repetimos dos nossos. É bonito.
Na blogosfera, o local de culto é quase onde um Homem (cibernauta) quiser ( menos na aldeia dos meus Avós, que deve ser o único local do mundo onde não se comunica*, não se mensaja, não se maila, não se dão toques, não se posta, não se zappinga, só se fala e buzina - super interactivo!)
Saiu-me o tiro pela culatra ( ainda estou para perceber onde raio é que fica a culatra numa "coisa de dar tiros", mas pode ser que nada me aconteça, pois também não sei onde é a mira!). Vim ao local de culto, onde costumo encontrar os meus "irmãos-voadores" e estou sozinha... Afinal de contas, nem só a Sic Radical é uma bad girl!!! Mas o que vale é que o blog é a casa de todos nós e mesmo não vendo ninguém, sei que estão presentes.
Dos homens que conheço, ups, dos "omnis" que conheço (são 4, ou 5 - não tenho a certeza de 1) só um se aplica ao culto do bichinhodeconta, o omni ubíquo. Dava tanto jeito poder aplicar outros "omnis", a vida seria tão mais fácil... mas se assim fosse, também não estaria aqui a postar a esta hora! (Acredito, porque tenho fé e esperança, que haja coisas mais interessantes para fazer às 2H14 da manhã que não esta).
Ide em paz e que o blog (este) vos acompanhe.
* - Acreditem, mas este é o único verbo de todos os OUTROS que se conjuga por lá! :P
terça-feira, novembro 11, 2003
Sic Radical, you bad girl!
Pois é, parece que este canal de televisão também sucumbiu à sua grelha. Bem sei que numa semana muita coisa muda, ou pode mudar, mas não assim. Mais uma vez, o telespectador foi ludibriado... afinal, «Twin Peaks» passou a ser às 22 horas (até ver)... pode ser que daqui a um mês já passe às 5 da manhã!
Recordando Laura Palmer
Na Sic Radical, às terças-feiras, pelas 21 horas. É verdade, a série de culto do final dos anos 80, início de 90, está de volta. E com ela David Lynch. E com ele Laura Palmer, a figura mítica com pele em tons de azul. E com eles uma história viciante, onde, para não variar, a realidade e os sonhos se misturam e respiram juntos. «Twin Peaks», novamente perto de nós.
Não, não sou nenhum bug dessa altura, mas gostei. Mais, gostei de gostar. Por isso, quero recordar.
Vejam, revejam, recolham as pistas que deambulam pelos inúmeros pontos do ecrã, quase imperceptíveis... típico de David Lynch, que adora entrelinhas e fazer-nos reflectir sobre o emaranhado de cenas que se sucedem.
David Lynch tem essa capacidade, a de nos trespassar, rasgar, baralhar a mente, ao lançar-nos, por entre histórias confusas, flashbacks e flashforwards, personagens estranhas e especiais, imagens inquietantes e penetrantes, pistas... perdidas (ou talvez não), como o fio solto de certas meadas, que nem sempre conseguimos encontrar.
Cada cena de David Lynch é para ser vista e revista, para ser dissecada e sempre sentida... com atenção. Os pormenores estão lá... reunam-nos.
E por falar neste homem que brinca com as nossas mentes tal como brinca com as suas personagens, que tem (por vezes) a capacidade de nos fazer sentir autênticos burros, já viram «Mulholland Drive»? Não? Então, vejam... mas não se distraiam... Os pormenores são fascinantes, as imagens cativantes.
Um ditado indiano diz que «tudo o que não é dado, perde-se», e David Lynch dá(-nos)... não o percam.
Não, não sou nenhum bug dessa altura, mas gostei. Mais, gostei de gostar. Por isso, quero recordar.
Vejam, revejam, recolham as pistas que deambulam pelos inúmeros pontos do ecrã, quase imperceptíveis... típico de David Lynch, que adora entrelinhas e fazer-nos reflectir sobre o emaranhado de cenas que se sucedem.
David Lynch tem essa capacidade, a de nos trespassar, rasgar, baralhar a mente, ao lançar-nos, por entre histórias confusas, flashbacks e flashforwards, personagens estranhas e especiais, imagens inquietantes e penetrantes, pistas... perdidas (ou talvez não), como o fio solto de certas meadas, que nem sempre conseguimos encontrar.
Cada cena de David Lynch é para ser vista e revista, para ser dissecada e sempre sentida... com atenção. Os pormenores estão lá... reunam-nos.
E por falar neste homem que brinca com as nossas mentes tal como brinca com as suas personagens, que tem (por vezes) a capacidade de nos fazer sentir autênticos burros, já viram «Mulholland Drive»? Não? Então, vejam... mas não se distraiam... Os pormenores são fascinantes, as imagens cativantes.
Um ditado indiano diz que «tudo o que não é dado, perde-se», e David Lynch dá(-nos)... não o percam.
Sem vocês não haveria Cem
Estou... nem sei bem como estou... Que nem posso??!!
São tantas laranjas, isto espremido dá muito sumo... o nosso sumo é para vocês.
O Blog de Notas tem sumo e são vocês que o têm ditado!
Q de qualidade, das nossas laranjas, claro está! TKS
Laranjómetro = 100
São tantas laranjas, isto espremido dá muito sumo... o nosso sumo é para vocês.
O Blog de Notas tem sumo e são vocês que o têm ditado!
Q de qualidade, das nossas laranjas, claro está! TKS
Laranjómetro = 100
Isto é que é uma história verdadeira
Isto não é uma contra-resposta, isto é uma contra-indicação. Não é contra-resposta pois não sei se é meu o direito a. É contra-indicação, pois isso ficou esquecido, ou como sempre, em entrelinhas, e eu quero INDICAR o que te esqueceste ou lembraste de não dizer sobre a história verdadeira.
Como pode alguém que está a morrer, não se lembrar que já matou, que já feriu com a mesma frieza com que o golpearam e ainda considerar sentir-se alegre pelo seu coração nunca vir a ser gelado e deserto como o de quem o matou?! Morres sem merecer morrer. Morres sem eu te poder ajudar, porque quem se fecha assim, não pode ser ajudado.
Como pode alguém que está a morrer, não se lembrar que já matou, que já feriu com a mesma frieza com que o golpearam e ainda considerar sentir-se alegre pelo seu coração nunca vir a ser gelado e deserto como o de quem o matou?! Morres sem merecer morrer. Morres sem eu te poder ajudar, porque quem se fecha assim, não pode ser ajudado.
O Zangão está zangado...
...e o contrário de estar zangado, é não estar no blog!
A ti não te dou as boas vindas, a ti agradeço-te. Agradeço-te a comparência, agradeço-te a paciência.
A ti não te dou as boas vindas, a ti agradeço-te. Agradeço-te a comparência, agradeço-te a paciência.
O portuguesinho...
Porquê tantos “inhos”? Sim, é queridinho, mas de vez em quando! É engraçado reparar nos nossos “inhos”. Basta irmos ao café da esquina: “Quer um cafézinho?”, “Sim, mas hoje pode ser com umas gotinhas de um limãozinho fresquinho, dói-me a cabecinha...” Desde quando o portuguesinho apanhou esta maniazinha? O engraçado é que nada escapa ao “inho”. Os orçamentos das faculdades também têm sido alvo do “inho”. Não tornando isto numa lutazinha de capa e espada, fico-me com um postinho num blogão.
Afinal... O bloguinho de notas não prevaleceu...
Afinal... O bloguinho de notas não prevaleceu...
SMS
A palavra escrita ensinou-me a escutar-te e agora ouço o eco do silêncio que provoquei (caste). Bem posso gritar que não me ouves...
Mas eu ouço-te... não que fales comigo, mas porque escreves, porque continuas a escrever e eu, secretamente, leio-te... já não escreves para mim, por isso ouço-te sem entoação. Escreves para quem te queira ler, mas eu ouço-te, não me limito a ler-te. Foi assim que ao longo destes três anos nos fomos construindo e é assim que sei viver. É esse o eco do silêncio das palavras escritas por ti.. é esse silêncio que ouço, isócrono.
Eu escrevo para ti, mas o meu silêncio não ecoa até ao teu coração, porque não sabes que é para ti. (talvez nem eu saiba, achando que sei, achando que é)
Dito regras que à partida quero que corrompas. Sacia esta minha disfunção mental. Pára, não o faças, eu não vou saber voltar para aqui.
Podemos enganar os outros com ligeireza, mas há um clique na consciência que nos faz recuar, ou caso já seja tarde, pedir perdão. Estranha dedicação esta a de me embrenhar no engano do eu. Porque não paro a tempo como faço com os outros. Porque ainda não pedi perdão a mim própria?
Sei quem sou, mas penso para além do que sinto e sinto para além do que quero. Ou será, não sei quem sou, sinto para além do que penso e quero para além do sinto? Vergonha é enganarmo-nos sem pudor ao ponto de já não encontrarmos verdade dentro de nós.
Bloqueei-te mas vejo-te. Bloqueei o meu pensamento, fiquei cega. Quero acreditar que só verei se me ajudares, mas és tu o sol que me cega. Tens de estar longe, tens...
Estranha? Confusa? Perdida? Vazia. (empty is not clean)
Deixar de viver das memórias para aprender a viver com as memórias.
Soltar-me de ti, soltar-te de mim. Não te procurar em cada meandro de mim, nem que seja por um instante. A partir de hoje, é a partir de hoje...
És melhor com as palavras escritas e eu fui melhor com as faladas. As faladas saem pela boca, pelos poros, pelos olhos. As escritas saem num ecrã, num visor, num monitor ou no clássico papel. As outras falam-se com o coração, as tuas com os dedos. As outras guardas em ti, as tuas onde for.
Uma palavra mente, um beijo não.
Há e sempre haverá um interstício, que hoje ainda me entristece, mas que um dia agradecerei. Uma ponte não junta as margens, facilita, mas tem de se apoiar em ambas, senão cai.
Só se começa do zero, só se pode terminar a partir do 1.
Era tudo feito de palavras, mas palavras... leva-as... quem quiser. Eu não.
(" Nem tudo é feito de palavras, é certo, mas que as há, há". - Bug(ger) - um post atrás)
Tu nunca precisaste de nada para ser tudo.
Preciso de tudo para que sejas nada.
Mas eu ouço-te... não que fales comigo, mas porque escreves, porque continuas a escrever e eu, secretamente, leio-te... já não escreves para mim, por isso ouço-te sem entoação. Escreves para quem te queira ler, mas eu ouço-te, não me limito a ler-te. Foi assim que ao longo destes três anos nos fomos construindo e é assim que sei viver. É esse o eco do silêncio das palavras escritas por ti.. é esse silêncio que ouço, isócrono.
Eu escrevo para ti, mas o meu silêncio não ecoa até ao teu coração, porque não sabes que é para ti. (talvez nem eu saiba, achando que sei, achando que é)
Dito regras que à partida quero que corrompas. Sacia esta minha disfunção mental. Pára, não o faças, eu não vou saber voltar para aqui.
Podemos enganar os outros com ligeireza, mas há um clique na consciência que nos faz recuar, ou caso já seja tarde, pedir perdão. Estranha dedicação esta a de me embrenhar no engano do eu. Porque não paro a tempo como faço com os outros. Porque ainda não pedi perdão a mim própria?
Sei quem sou, mas penso para além do que sinto e sinto para além do que quero. Ou será, não sei quem sou, sinto para além do que penso e quero para além do sinto? Vergonha é enganarmo-nos sem pudor ao ponto de já não encontrarmos verdade dentro de nós.
Bloqueei-te mas vejo-te. Bloqueei o meu pensamento, fiquei cega. Quero acreditar que só verei se me ajudares, mas és tu o sol que me cega. Tens de estar longe, tens...
Estranha? Confusa? Perdida? Vazia. (empty is not clean)
Deixar de viver das memórias para aprender a viver com as memórias.
Soltar-me de ti, soltar-te de mim. Não te procurar em cada meandro de mim, nem que seja por um instante. A partir de hoje, é a partir de hoje...
És melhor com as palavras escritas e eu fui melhor com as faladas. As faladas saem pela boca, pelos poros, pelos olhos. As escritas saem num ecrã, num visor, num monitor ou no clássico papel. As outras falam-se com o coração, as tuas com os dedos. As outras guardas em ti, as tuas onde for.
Uma palavra mente, um beijo não.
Há e sempre haverá um interstício, que hoje ainda me entristece, mas que um dia agradecerei. Uma ponte não junta as margens, facilita, mas tem de se apoiar em ambas, senão cai.
Só se começa do zero, só se pode terminar a partir do 1.
Era tudo feito de palavras, mas palavras... leva-as... quem quiser. Eu não.
(" Nem tudo é feito de palavras, é certo, mas que as há, há". - Bug(ger) - um post atrás)
Tu nunca precisaste de nada para ser tudo.
Preciso de tudo para que sejas nada.
Nem tudo é feito de palavras, é certo, mas que as há, há...
As palavras
São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
(Eugénio de Andrade)
São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
(Eugénio de Andrade)
segunda-feira, novembro 10, 2003
Desesperados ou loucos?
E quem ainda não viu a famosa série "Sex and the city"? E qual mulher ainda não se imaginou num daqueles quatro papéis? Pois é... digam o que disserem aqueles guiões foram feitos à medida das, tão na moda, mulheres independentes, solteiras e felizes com a sua conduta de mulheres modernas! Quantas já não pensaram com os seus botões: "mas que raio porque é que não nasci em NY, para me pavonear à vontade pelas ruas de Manhattan, sem pudores, sem preconceitos... levantar a cabeça bem alto e dizer hei, estou aqui e sou uma mulher do mundo!!"... ok...devaneios à parte.. ontem enquanto dormitava no sofá, deixando o domingo ir embora sem pressa, uma sentença da famosa Carrie chamou-me a atenção... ora aqui vai: "Quando um homem comete uma loucura por amor, as mulheres pensam que é romance... quando as mulheres cometem a mesma loucura é considerado desespero!" Não pude deixar de sorrir... será assim??? Serão as mulheres desesperadas por amor, enquanto os homens apenas loucos?
Emoções fortes...
Um telefonema de Paris
Um beijo de Madrid
Um mail do passado
Um silêncio de Lisboa
Um adeus do futuro
Emoções fortes, demasiado fortes para um lazy sunday (para mim ainda é dimanche)
Um beijo de Madrid
Um mail do passado
Um silêncio de Lisboa
Um adeus do futuro
Emoções fortes, demasiado fortes para um lazy sunday (para mim ainda é dimanche)
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