domingo, novembro 09, 2003

Faz favor de entrar...

Este fim-de-semana arrumámos a casa. Quando ontem decidimos pôr o contador e vimos que tínhamos visitas, resolvemos apressar o processo de decoração. Ainda não está concluído, mas pensamos que as nossas estimadas visitas já poderão sentar-se mais confortavelmente. Aos 59 que já nos visitaram, o nosso obrigada, aos outros tantos que hão-de vir (esperemos) sejam bem-vindos. Seja bem-vinda a Libelinha, é sempre agradável vê-la a esvoaçar por aqui. Ao Zangão, um grande bem-haja por pôr ordem neste blog de notas!
Entrem e sintam-se em casa...

A primeira vez...

É a minha primeira vez... pois é... e como todas as primeiras vezes o nervosismo toma conta de alguns locais mais recônditos do cérebro animal... sim... animal... insecto... uma Libelinha que, nervosamente, escreve descompassadamente e sem muito rigor neste pedaço de si (mim). Sim... a Libelinha sou eu .... porque sim... porque tu o quiseste... porque tu me criaste e... eu gostei! Neste pedaço de ar dou agora as primeiras esvoaçadas...Neste pedaço de alguma coisa indefinida que para mim ainda representa a novidade, estranheza, desconhecido, esquivo... e que o meu corpo magro de Libelinha ainda repele (eheheh, esta do magro era a brincar!) inicio a longa viagem...

Viagem a flutuar.... que agora ainda inicio com estranheza e cautelas, mas que tenho a certeza que quando me deixar embalar e levar pela emoção e sensação de puramente experimentar, bem sei que vou abrir um sorriso sempre que por aqui passar...

Beijinhos aos meus companheiros de viagem... Bichinho de Conta, Bug(ger) e Zangão!

E eis que uma mudança se deu

Pois é, deixei de ser um bicho minúsculo... (até os bichos têm direito a maiúsculas, oh se têm) So, from now on, call me Bug(ger) with a capital bi.
Por falar em tamanhos, onde andam, Zangão e Libelinha?? (welcome)

Under Pressure...

Não, descansem os de ouvidos mais sensíveis (e os outros também!), jamais tentaria distorcer por completo a voz do nosso conhecido (salvo seja) bicho metamórfico, David Bowie. (Eu li esse "uffa"!).
Escrevo de uma pressão menos melódica, de um stress vicioso, que teima em pulsar em corpos magros, gordos, altos, baixos, brancos, negros... pressão, stress... por que será que muitos de nós (sim, sou uma dessas "vítimas") estudam/trabalham apenas sob tais substantivos?! Karma? Desejo de adrenalina? (qual montanha russa!) Preguiça? Despreocupação? Tudo isto e mais qualquer coisa?
A verdade é que, independentemente das causas deste fenómeno, parece que o método funciona. Desde o tempo da primária que o uso... e sobrevivi. Ainda hoje o método pulsa em mim, percorrendo-me sempre que uma tarefa de trabalho surge... e eu, qual bicho debilitado perante tamanha força, deixo-me envolver por si, permitindo-o respirar por cada orifício do meu corpo deambulante.
Porém, todo este turbilhão não é fácil de gerir. Tentamos sempre domá-lo, aquietá-lo, diminui-lo... sem, no entanto, o evitarmos.
Criar um outro método é sempre uma alternativa, mas, como sabemos, não há amor como o primeiro (ou há?). Quando algo faz parte de nós, quando não nos lembramos de ter alguma vez vivido de outra forma, a mudança parece ser aterradoramente difícil. Mas também, para quê mudar se funciona?

Desculpem

Estamos com problemas técnicos, tentaremos ser breves...
O Zangão está a voar por outras paragens...

Dizei de vossa justiça

Provavelmente não viram os aviões que passaram nas praias da costa portuguesa com apêndices onde vinham os nossos mails. Pois bem, para aqueles que ficaram a ver a lua corar ou a ler o nosso blog, aqui ficam os mails para os quais podem enviar os vossos comentários: bichinhodeconta@hotmail.com (é o meu!) e mariposasou@hotmail.com ( é o do bug (ger) ).

O preço dos aviões é quase antagónico ao preço da pub. na televisão, de noite é bem mais barato.

Fica a promessa que um dia que entendamos de internet, vos facilitaremos os comentários, pois nesse dia, nesse grande dia, a vossa voz estará a um clic de por nós ser ouvida!

Pormenor (demasiado) escondido

É bom estar aqui, meu Bichinho de inúmeras pernas, que enrola e desenrola ao sabor da lua, das nuvens, da chuva, do sol, do vento (melhor usar um etc.)... é sempre bom apreciar qualquer pormenor contigo.
Mas não é nada bom perder mais um fenómeno natural por causa de outro... damn you, clouds!

Fenómenos

Foi ver ( ou tentar ver por entre as nuvens) a lua a obumbrar-se e ver o bug (ger) a emergir. É assim, uns dão lugar a outros, e neste caso a luz que brilha neste blog é bem mais bem-vinda que a da lua, quanto mais não seja porque a lua não tem luz própria. É bom ter-te por aqui Bug(ger)

sábado, novembro 08, 2003

Será que perfurei...

... ou melhor, rasguei as malhas de mais uma destas redes informáticas que pouco, ou nada, querem comigo? Será que já faço parte de mais uma estatística? A ler vamos...

I Polacchi

Picasso disse e alguém escreveu " a arte é uma grande mentira que nos faz perceber a verdade ". A verdade é que ontem fui ao teatro, melhor, fui ver teatro à Culturgest e, embora não tenha percebido tudo, gostei. Spectaculu.


À entrada, aquando da indicação de lugares, é-nos dito que o anfiteatro está repleto de fumo e que, caso nos faça espécie, podemos abandoná-lo e o dinheiro do bilhete é-nos devolvido. É curioso, mas por diversas vezes fui ver coisas más e nunca me foi dito que me restituíam o dinheiro caso o espectáculo me causasse espécie. Fiquei expectante e com vontade de "aguentar" o fumo.

Quando entrei na sala lembrei-me de D. Sebastião e comecei a ficar com medo de me perder dos meus amigos e ser dada como desaparecida numa noite de nevoeiro, perdão, fumaça. Aqui não se falava árabe, mas polaco, italiano e francês, que diga-se de passagem para mim é o mesmo.

Sentei-me e um senhor muito simpático, com pinta de italianni (vamos desde já combinar que de agora em diante aquilo que escreva e se vos assemelhe como imperceptível deverá ser lido enquanto estrangeiro, ora polaco, ora italiano, ora francês. Excepcionalmente, o português e o inglês não carecerão de tal atenção) abordou-me em inglês para que mudasse de cadeira, porque iria ver melhor numa outra. Segui as indicações e confesso que o italianni tinha razonni, eco.

Voltei a sentir-me qual D. Sebastião quando a peça deu início. Completetly lost... Lembrei-me então que talvez tivesse sido útil ter lido o prospecto que uma menina simpática tinha tido a gentileza de me dar enquanto esperava a entrada. Já me tinha acontecido o mesmo quando fui assistir à AIDA, no estádio nacional. "Não leu papelinho, agora tá a leste". Mas dessa vez estava de directa e a noite anterior tinha sido bombástica. Voltando à peça I Polacchi ( Os Polacos), ainda tentei utilizar a luz do meu nike em prol de ávida leitura, mas foi em vão. Quando me disseram que iria durar 1H45 decidi fazer da peça a peça da minha vida. Comecei a desenvolver capacidades em mim nunca imagináveis. De um momento para o outro estava delirante comigo mesma: percebia polaco, francês, italiano, portuguiano e inglês sem dificuldade alguma. A última experiência correu menos bem e era legendada, falo-vos do filme do Manoel de Oliveira, em que numa conversa à mesa num navio se fala simultaneamente todas estas línguas à excepção do polaco que é substituido pelo grego. Ah! Na I Polacchi também se ouviu espanhol - "Venga, venga"!

Já dizia o poeta, primeiro estranha-se, depois entranha-se, e foi isso mesmo, depois de entrar no espírito comecei a achar fantástico.

Confesso que os 10 primeiros minutos dissertei sobre a música de fundo, já que, ao contrário do que era suposto, era a única coisa a captar a minha atenção. Depois seguiu-se a voz estridente de um dos actores que proferia em italiano as medidas do corpo de outro, o riso da Mãe Ubo, o gordo que de perfil era mais gordo, um pequeno grande actor que tão novinho falava um italiano perfeito - "perche la pistolli no va bene?" -, o facto de lá mais para o meio da peça ter tido uma arma apontada à cabeça também contribuiu em larga escala para prender a minha atenção, o reboliço de 13 homens e 1 mulher andarem pela sala a correr à procura dos bilhetes tipo "picas" da carris ( tanta interacção com o público só no Lado B do Tochas), as luzes, os sons, tudo... Envolvi-me, admito.

A peça tem imensos momentos hilariantes e alguns que provocam nostalgia. A reter na categoria dos hilariantes estão: a dança do Rei Ubo e da Mãe Ubo; o barulho de 14 bocas a fingir que estavam a comer ( dá um efeito engraçado, tipo "Vozes da Cozinha"); o " put a pacemaker into the heart of the king"; o ter rapidamente reconhecido parole como "4 salti"; "ferrari", "gastroenterite", "eco", "caffè", "pollo", "testicolo"; cada vez que um dos actores dizia " io sono innocente io sono innocente" ou quando um outro gritou "tu sei un fascista-comunista" (fui ao rubro); o Rei na varanda a acenar antes de cair morto; cada vez que o Pai Ubo falava em português -"tenho medo, tenho medo" ,"gostei"- o referirem-se à plateia como "turiste giapponese". Um autêntico reviver de Juliana (Ana Paula Arósio) e Matheu (Tiago Lacerda), em Terra Nostra.

Dos nostálgicos destaco as canções que me recordam o tempo de lobita (para quem não sabe, escuteira) e que eram cantadas repetidas vezes e o reboliço que se fazia sentir em determinados momentos, pois também me reportava para os tempos da infância.


Um dado interessante, a meu ver, foi o facto de só ter assistido a tantas mortes em palco no "Tito Andrónico". Contudo, na peça de Marco Martinelli, cada vez que alguém morria, a tensão de Shakespeare dava lugar ao riso. Aliás, há uma parte em que estão todos deitados no chão mortos e que o gordo que é mais gordo de perfil vai para morrer e todos se levantam para que o "novo morto" não cai sobre eles. A morte deles, melhor, a queda da morte também era de chorar a rir.

O riso é internacional, o riso é poliglota. Eu falo "riso" e falei muito nesta peça.

Um espectáculo que provavelmente perderam, pois só esteve em cena ontem e estará hoje, pelo Teatro delle Albe. O grupo de actores é soberbo.

Fica aqui um copy/paste, só para vocês:“I Polacchi recebeu três nomeações para o Prémio Ubu como “espectáculo do ano”, como “a melhor encenação” e como peça “para actores abaixo dos trinta”. Foi convidada a estar presente em diversos festivais, de Estocolmo a Teerão, e é considerada uma obra de referência do teatro italiano actual. I Polacchi é um excelente espectáculo.”

Já que ainda estamos no recinto da Culturgest, aproveito para lembrar que é já no dia 19 e 20, que no pequeno auditório deste espaço poderemos assistir aos vencedores do 27º Cinanima.

Despeço-me com amizade

Sou dependente de um Ácido...

Sou dependente de um Ácido, de um aminoácido. Quando o meu Cérebro decide fazer um search e não o encontra, envia um sms ao Coração indicando-lhe que deverá permanecer em ânsia por perí­odo indeterminado. O Coração só tem tempo de enviar um mms (aqui a dor vê-se) ao Sr. Saco Lacrimal pedindo auxí­lio. O mms neste caso funciona como receita médica prescrita pelo Sr. Doutor, receita esta que urge ser aviada pois trata-se do bom-samaritano ansióli­tico ( que é esse o efeito de uma lágrima salgada sobre um coração destroçado). Este mms nem sempre é enviado e muitas vezes é-o, mas o Sr. Saco Lacrimal difere o pedido.

É aborrecido.

Ter vícios, de positivo não tem nada, excepto a enorme satisfação quando os saciamos. Acontece que é muito raro vivermos em plena harmonia com os vícios, a não ser que nem mereçam o estatuto de vício e sejam tão pouco exigentes que nem dêmos sequer pela sua vontade.

Assumo: sou dependente de fenilalanina. A esta altura deveria estar em Óbidos a afundar-me em chocolate e a criar reservas para que quando o cérebro resolva fazer novo search não haja necessidade de gastar um sms! Mas nem eu sou esquila, nem o meu cérebro é uma toca. Não dá para armazenar fenilalanina. Será perecí­vel? Porque será que não dá? Éramos todos muito mais felizes e mais gordos por certo! A outra hipótese não engorda, não dá cabo da pele e o coração reage com um contentamento tipo efeito nesquik - instantâneo.

O chocolate engorda, o amor está esgotado. Não para remodelação, não fechado para reposição do stock, está mesmo esgotado em armazém... E agora? Se me dedico (dedicar é bonito) ao chocolate, quando chegar a nova colecção (*) vou estar tão feia e gorda que o amor não estará esgotado, mas sim apertado.

Sou uma chocohólica (se os meus Pais soubessem ter-me-iam chamado Regina), mas não é por gosto, é por cansaço. Isto de estar enamorada cansa e como cansa mói e como mói dói e porque dói come-se e para comer mais vale que seja algo nos quer ver sorrir, o chocolate é a resposta. Claro que um cheesecake ou um sunday caramelo, ou até mesmo um crepe com canela e açúcar ( coisa pouca, coisa simples) ajudam... psicologicamente a fenilalanina vive em cada um deles também. Não podia deixar este post sem fazer uma merecida referência ao nobre bolo de maçã&canela da Chaleira e aos scones "very typical", esses meus grandes amigo-poucoounada-ácidos!

Quem corre por gosto não cansa??? Ai cansa, cansa... ufa...

Eu não sou gulosa, sou viciada! É doença meus senhores, é doença... ( escrevo senhores porque as senhoras sabem-no!)

Findo esse prazo indeterminado que o meu Cérebro decretou ao Coração, até me esqueço da maldita fenilalanina, mas espero não ter de me lembrar do chocolate, pois isso era muito bom sinal!

(*) Por falar em nova colecção... btw (by the way!!!), ainda não vi o que por aí vem... espero que sejam novas tendências, uma "lufada" para alegrar os ânimos. Podia ter visto (fui convidada para assistir a um desfile da Ana Salazar na ModaLisboa - toma :P), mas não vi, não quis ver. Assim terei liberdade de escolha e não me restringirei a um só estilo!

sexta-feira, novembro 07, 2003

Mellancholic Ballad For The Leftlovers

Não querendo provocar reacções insurgentes, permitam-me que partilhe convosco outra "música do momento".

Andava há dias com uma frase na cabeça e já não sabia se era tí­tulo de canção, refrão ou um desejo profundo. De facto era melodiosa aquela frase, repetia-a implausivelmente, sem ter a convicção se era para concretizar o que era pedido com essa frase ou se de facto alguém a cantou para mim alguma vez. Como não ouço rádio ( fenómeno não tão bem aceite como o de não ver televisão), este "delí­rio" perseguia-me sem que pudesse saber onde a tinha ouvido, ou mesmo se a havia ouvido. Tinha vergonha de chegar ao pé de alguém (ou à beira de alguém ;))e recitar repetidamente o verso que batucava na minha cabeça. Ouvia-a com violino, piano, guitarra... ouvia-a como queria. Era minha, mas havia de ser de mais alguém. Imaginava-me a entrar numa loja de roupa e a ouvir a música, correr e perguntar à  vendedora qual o álbum, na esperança que fosse cd... mas se nem a um amigo perguntava, muito menos o iria fazer com uma desconhecida (o efeito impulse não serve para perguntar nomes de músicas)... não me lembrava... de nada... só que a tristeza da música é daquelas que nós procuramos e gostamos de sentir. Sabia que se algum dia me pedissem para realizar um teledisco ( facto muitíssimo provável) para a tal música da qual só sabia uma frase, o faria num dia de chuva. Através de uma janela as gotas batiam na vidraça enquanto as minhas pestanas se humedeciam e no vidro se formava um círculo de vapor... a mão deslizava e o tom de pele contrastava com o cinza do céu e com o castanho da árvore sem folhas que estava à  chuva, lá fora... levantava-me da cadeira de verga e madeira encostada ao parapeito da janela e ia comer um magnum amêndoas! Era assim que "via" a música, era assim que ela me fazia sentir : confortável na tristeza. Saborosamente estranho.

Foi então que decidi ir ao baú (meu antigo computador), não em busca de pistas para o decifrar do "delírio" mas somente para encontrar o meu CV actualizado. Foi então que liguei o winamp e ele cantou para mim... Depois tive a certeza que já me tinham cantado a música, que até já ma haviam escrito e que eu já a tinha escutado. Concluí que os instrumentos que compunham a minha orquestra para esta música de facto já foram pensados e utilizados... afinal a música existe, não a inventei, não era desejo e agora sei porque me faz sentir como faz...

A outra descoberta do dia foi verificar que a música que vos falo no post anterior também estava no baú. Afinal, andava à  procura do que já tinha sem saber (sem me lembrar), embora agora saiba que gosto de as ouvir porque me fazem reviver aquilo que senti da primeira vez que as ouvi... vieram ambas até mim pela mesma via e é por essa mesma via que vo-las transmito : le coeur!

O álbum onde mora esta música intitula-se "All ‘Bout Smoke ‘N Mirrors", dos Fingertips e a graça da música encontra-se em epígrafe. O Zé, vocalista, tem 14 anos e enche-me os ouvidos com as palavras que escreveu e que canta. Toca a desfrutar de mais um bom grupo português.

P.S.- A frase que cismava na minha cabeça era " don't say that is over".

Don't think about all those things you fear, just be glad to be here...

É isso mesmo que eu sinto quando o chill-out chega até mim enquanto sou bombardeada por mais um anúncio de uma marca de whisky que me faz lembrar o Hugh Grant sempre que vejo alguém pedir em voz alta esse mesmo néctar.

Nunca um intervalo foi por mim tão desejado, nunca fiquei vidrada num anúncio de uma bebida como com este ( minto, em criança delirava com os da Pepsi, Coca-Cola e de cada vez que a Maria Armanda vinha cantar que tinha visto um sapo. Ah! Confesso que o "no rules great scotch" também me prendia até há bem pouco tempo atrás. Pronto, ainda prende... mas é porque começaram as chuvas...). Não pelo "rio" de Grant's que desliza sobre o corpo nu de uma mulher, mas pela música que com ele nos chega ao ouvidos.

Hoje sinto-me finalmente livre das amarras dos intervalos, eu "zappingava" de intervalo em intervalo em busca do anúncio pretendido...

Tenho-a comigo ( há 7 minutos) e ouço-a como muitas outras que outrora foram "a minha música do momento", ou seja, interruptamente. Essa categoria, só com semelhança no ramo dos perfumes ( entenda-se " o meu perfume do momento"), não tem assim tantas músicas no seu portfólio. Estas são aquelas músicas que nos provocam uma certa ansiedade quando estão a chegar ao fim somente porque não queremos que acabem. Felizmente há o repeat. As que constam do portofólio, associo-as a momentos, a pessoas, a estados... esta associá-la-ei a algo, quando um dia a recordar...

Se porventura lessem em letras garrafais " a voice from Iceland" e se a isso se seguisse que a voz quente e doce da Islândia pertence a uma cantora que também é actriz, provavelmente associá-la-iam à  protagonista do Dancer In The Dark. É. Seria uma associação válida mas não verdadeira. A dona desta voz que felizmente nos invade dá pelo nome de Hafdis Huld e tal como a Bjork, esta senhora da terra do gelo também tem o nariz arrebitado.

Dois H's que se deverão ter em conta, pois felizmente não são mudos e fazem com que Hayling, de FC Kahuna, seja a minha lullaby.

A ouvir, portanto.





P.S. - Acreditem que não carrego tantas vezes no spray quanto no botão do repeat!

quinta-feira, novembro 06, 2003

Pequeno apontamento

De apontamentos pouco ou nada entendo, já que me chegavam como o oxigénio (por necessidade e sem necessidade de por mim serem produzidos). Não obstante, após muitos anos de tentativas (abortadas) de feitura de apontamentos surge O MEU PRIMEIRO APONTAMENTO. É pequenino, mas maior que todos os que li (ou que era suposto ter lido). Este é o 3º post de hoje e em jeito de apontamento tentarei justificá-lo para além da notória vontade de escrever sem tinta... Este apontamento surge para justificar a minha aparente ausência do blog. Na passada segunda-feira, a pessoa da qual eu sou a maior fã celebrou mais uma Primavera em pleno Outono. Não é este facto prosaico que convosco quero partilhar, mas tão somente que quando falamos, não nos apetece (tanto) escrever e quando isso se casa com deslocação até à terra natal para abraçar um aniversariante que tanto amamos, a escrita passa para segundo plano. Pai, serás sempre um grande plano na minha vida, todas as cenas que contigo vivo serão destaques da minha longa-metragem e és sem dúvida alguma uma das personagens principais deste meu filme. Sei que não me vais ler, mas o mais importante é que já to disse e tu ouviste.

P.S. - Afinal, este post não foi para justificar a minha ausência, mas somente para reiterar o meu amor por alguém que está sempre presente.

Life goes on(line)

Barcelona veio até mim.
Revivi Barcelona numa casa de chá em Carcavelos e digo-vos que não há nada como um encontro para nos fazer sentir, imaginar, reviver...
Nestes últimos meses tenho estado com frequência em Barcelona, assim como Barcelona tem estado em Lisboa. Raras foram as vezes que a senti, mas hoje... hoje Barcelona falou e eu ouvi, tocou-me e eu senti, sorriu e eu sorri. Barcelona é mais bonita com vista para o Atlântico e bem mais encantadora que da primeira vez. Não toquei na tartaruga, mas começo a sentir o efeito. Gracias tortuga

Instante

É isso que um sorriso é...
Um instante que se prolonga com o olhar, embora nos lábios já se tenha desfeito.
É esse efeito que nos faz acreditar veemente que aquele instante irá seguir por diante até chegar à aorta e bater à porta para fazer o coração pulsar.

segunda-feira, novembro 03, 2003

Quem havia de dizer?

Afinal... é segunda-feira :D

domingo, novembro 02, 2003

Tomorrow there is no Monday

The proper response to love is to accept it. There is nothing to do...
Tomorrow there's no Monday, just because I know I won't see my love bug... Like I should .. Like I would... Monday bloody Monday...

Hoje não foi domingo

As oportunidades criam-se
As saudades matam-se
Os desejos saciam-se
O bichinho faz de conta acreditar...
Hoje não foi domingo.. não houve scones

Quanto mais temos...

Pernas para que vos quero!!! Eu nem deveria queixar-me, visto ser um bichinho-de-conta e ter mais pernas que todos aqueles que me lêem (ui ui, são tantos). O problema é exactamente esse: quanto mais temos...
Há quem não saiba "onde pôr as mãos", eu não sei o que fazer com este meu novo corpo (para não dizer "o que fazer com as pernas")... digamos que estou em auto-conhecimento e que uma fisioterapia poderia ser a resposta... Kafka previu... mas acabou mal. A sorte é que posso sempre enrolar-me, qual avestruz a enfiar a cabeça na areia - facto curioso pois nunca vi uma avestruz na praia, nem tão pouco no deserto - e fingir que nada se passou... mas enrolar é ludibriar e o pior é que não era aos outros, senão a mim mesmo. O que me vale é que ainda há quem ache "amorosos" os bichinhos-de-conta e se esqueça de os rotular como era suposto após se curvarem sobre si mesmos esperando que a nuvem passe... ou simplesmente esperando... Eu acho AMOROSOS os bichinhos-de-conta