Bem, mas o propósito deste post ainda não foi atingido. Diversas foram as vezes que escrevi neste blog sobre filmes portugueses aos que assisti. Valia a pena escrever sobre eles pela sua qualidade. Hoje escrevo-vos pela falta dela. O último filme de Fernando Lopes, Lá Fora, a meu ver, e contrariando a crítica, não presta. O elenco não surpreende, não por não ser bom, mas por ser óbvio (pois e pois). O argumento fica muito, mas muito aquém de um muy nobre e estreante Ninja das Caldas. Aqui podemos ver a mensagem do realizador que até põe em causa que o filme tenha alguma mensagem para passar: “É um filme sobre a redenção.
E só nos redimimos com o amor. Se há uma mensagem final do filme, essa é a mensagem.” São 107 longos minutos. Estreia a 1 de Abril e, infelizmente, não é mentira. Valeu a pena ir à Alvaláxia, mas para ver o Belleville Rendez-Vous. De facto, não percebo a razão pela qual a estatueta dourada de melhor filme de animação desta última edição dos óscares, não viajou até à Europa. Quiçá pela excelente sátira aos americanos presente ao longo de toda a longa-metragem. Um filme francês, onde Portugal e o seu galo de Barcelos, a senhora de bigode e o "é uma casa Portuguesa, com certeza" não são esquecidos e constituem pormenores soberbos de uma história super bem trabalhada. Esta é a minha opinião, não passa disso e gostos não se discutem, vero?
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Não procures o príncipe encantado.
Pois bem, utilizamo-lo frequentemente para que nos façamos entender pelos estrangeiros, principalmente. Muitas são as vezes que vejo um português "explicar" direcções ou ementas a turistas utilizando para isso, não o inglês, mas o aumento de volume e um rápido desaceleramento do discurso.
O problema continua a existir, mas fica-se com a sensação que se fez tudo o que estava ao alcance. Ora bem, com os americanos é diferente. Eles falam mais alto, mas no sentido inverso dos portugueses, ou seja, pensando que assim não os percebemos. Conclusão: estúpidos são eles! Nós não nos fazemos entender, mas entendemos; eles fazem-se entender, pensando que não. É por estas e por outras que muitas vezes me apetece dar-lhes estalos. Sim, respondia com violência física à visual e sonora que me "obrigam" a aguentar de cada vez que lançam piropos brejeiros como quem lança mísseis. Falharam (mais uma vez) o alvo.
isavô!